quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre Meditação



Sim, utilizo o método de observar a respiração e além disso
o que mais fez diferença na qualidade da minha meditação
foi aquilo que o Osho chamava de ACEITAÇÃO.

Isso me faz lembrar uma máxima do Jidu Krishnamurti que considero
um dos pensamentos mais significativos da história da filosofia:
"O Observador é o Observado".

Desde a primeira vez que ouvi isso até hoje, continuo absorvendo o significado dessa máxima...
"O Observador é o Observado"...
Mas o que isso significa?

Assim como você tem cabelo na cabeça,
você tem pensamentos na mente.
Apesar de o cabelo fazer parte de você,
ao mesmo tempo ele não é você.
E da mesma forma... ainda que o pensamento esteja na tua mente, ele não é você, ele é apenas uma parte, mas não te representa em tua totalidade.

E o que acontece se você tenta arrancar o teu próprio cabelo à força?
Puxando com agressividade, tentando se livrar dele?
Se fizer isso, estará cometendo um ato de violência contra si mesmo.
Tamanha agressividade física não é necessária.

Mas talvez as vezes, você cometa esse mesmo ato de violência só que de forma psicológica.
Talvez as vezes, você tente arrancar um pensamento da tua mente, livrar-se dele... e isso é uma violência.

E assim voltamos para a máxima: "O Observador é o Observado".
Se o pensamento que está na tua mente é parte de você... como você poderia se livrar se si mesmo?
Somente se suicidando, mas esta não seria uma atitude muito inteligente...
E há pessoas que tentam silenciar a mente através da bebida, através das drogas...
Mas estas atitudes tão pouco são inteligentes também.

Então, tudo o que resta há ser feito através da meditação é a aceitação.
Você não precisa se preocupar em arrancar o cabelo... os fios cairão no momento certo.
Você não precisa se preocupar em se livrar dos teus pensamentos... através da observação, eles passarão no momento apropriado.

É curioso que indivíduo pode adquirir o significado de "aquele que não se divide".
O indivíduo pode e deve reconhecer que a natureza da sua mente é a integridade,
totalmente sem conflitos, na qual o observador aceita o observado como parte de si mesmo...

domingo, 23 de agosto de 2015

Gestalt Emergente



Acabei de receber um trecho da conversa entre Dr. T e N. Brainmaster e como o assunto é de "utilidade pública" e pertinente a nós, andarilhos da jornada do Inner Game, resolvi compartilhar o que a Gestalt-terapia aplicada à conversa entre eles poderia nos dizer...

O tema da conversa deles girou em torno do que eles chamaram de introspecção.
Em Gestalt-terapia, toda atividade mental é considerada como FANTASIA, logo a introspeção é incluida aqui também.
Se alguma vez você deixou de prestar atenção ao que ocorria ao teu redor e começou a ter um diálogo interno consigo mesmo, isso significa que você esteve fantasiando.

A fantasia por si só não é boa nem ruim, mas ela pode ser inútil ou de grande utilidade.
Se você reserva um tempo para sentar e pensar consigo mesmo como resolver um problema, certamente estaria usando a fantasia de uma forma proveitosa.
Mas se acaba usando a fantasia para se desligar do ambiente e viajar na maionese... saiba que assim estaria usando a sua mente e a fantasia de forma negativa, visto que estaria perdendo o momento, perdendo o poder de viver no agora...

Como lidar com isso?
Não há escapatória... a fantasia, o diálogo interno, o turbilhão de ideias que enlouquecem uma mente agitada, só podem ser remediadas pela prática da meditação.
Meditação não é apenas reservar um momento particular para ficar parado sem pensar em nada.
Meditação é um estilo de vida, é o caminho da aceitação.

Sempre que percebo que o turbilhão de ideias está se iniciando, muito serenamente trago minha atenção para o AGORA, para o que está acontecendo ao meu redor (externamente) ou para o que acontece com o meu corpo ou minha respiração (internamente).
Essa consciência do externo ou do interno permite uma tomada de consciência e consequente silenciamento do diálogo interno... que acaba por perder forças com a prática de se viver no agora.

Mudando um pouco de assunto, imagine o seguinte:
Imagine que sua mente é uma piscina cheia de água.
Você tenta afundar uma bola dentro dessa piscina.
Como a bola está cheia de ar, você não consegue e ela volta à superfície, a bola emerge.

De forma semelhante, às vezes temos conteúdos internos que costumam emergir na nossa mente, sempre voltando à superfície caso não sejam resolvidos.
Estas são Gestalten emergentes que precisam ser resolvidas na realidade e por isso não podem ser solucionadas até que você aprenda a lidar com elas e resolvê-las, para que então se tornem Gestalten fechadas...

Daí a necessidade de reconhecer se o teu diálogo interno pode ser solucionado através da conscientização do momento ou se ele é uma Gestalt aberta que vez e outra se torna uma Gestalt emergente...


sábado, 1 de agosto de 2015

Matrix, Hobbies N Money




Faz tempo que não crio nenhum texto.
Os meus últimos post´s aqui no blog foram textos que não são de minha autoria.
Estive "preso" na matrix essses dias.
Tanto trabalho, tanto estudo... tantas obrigações e pouco tempo pra mim mesmo...

Gosto de escrever, este é um hobby que realmente me alegra e me distancia das atividades cotidianas.
Já faz algum tempo, encontrei um site que falava sobre a matrix e sua relação com hobbies... 
Hoje, falarei sobre isso com vocês.

Já repararam o quanto somos escravizados?
Geralmente, uma pessoa comum cumpre uma carga de trabalho de 40 horas por semana, o que dá 8 horas de trabalho por dia.
Se for uma daquelas que trabalha longe de casa e ainda perde algumas horas esperando pelo transporte público e mais o tempo de percurso... o tempo gasto com o trabalho pode chegar próximo ou superior as 10 horas  diárias.

Ok. Supondo que essa pessoa tenha um sono regular, o que seria em torno de 8 horas, teremos um total de 16 à 18 horas de tempo dedicado somente ao sono e ao trabalho e então eu lhes pergunto: quanto tempo sobra para essa pessoa de fato viver?
A resposta seria algo em torno de 8 ou apenas 6 horas por dia, ou seja, cerca de 1/3 do seu tempo de vida ou menos, e isso se ela não tiver outras responsabilidades como faculdade ou filhos por exemplo, que iriam lhes tirar mais algumas hora diárias...

Portanto, vou lhes falar algo que não é novo, senhores, mas que talvez vocês não tenham estado conscientes nesses últimos dias: A VIDA É CURTA!!!
Ou, como diria um grande filósofo da minha geração chamado Ferris Bueller:  A VIDA PASSA MUITO DEPRESSA. SE NÃO PARARMOS PARA CURTÍ-LA DE VEZ EM QUANDO, ELA PASSA E VOCÊ NEM VÊ!!!

E então? 
Como vocês estão vivendo?

Estão curtindo a vida adoidados ou estão sendo tragados pela matrix?

Conseguem viver todos os dias ou seu momento de lazer acaba sendo restrito aos fins de semana ?

Ontem, saí para assistir o filme de terror "A Forca" (super sem graça e não assusta ninguém da geração DBZ!!!)  e gastei mais de R$ 50,00 em dois ingressos, um balde de pipoca e um copo médio de refrigerante...
Saindo do cinema, vi um cartaz de um comediante que vai se apresentar no teatro do shopping. 
Valor R$ 60,00 uma apresentação de 1 hora...

Não chego a ser um pão duro, mas fico com a impressão de que trabalhar 5 dias durante a semana e ter apenas 2 dias restantes para compensar fazem com que hobbies como cinema, teatro e compras dentro de um shopping center tenham um valor estratégico de sugar a grana que foi acumulada durante a semana...
É algo inversamente proporcional... se a pessoa passa 5 dias seguidos presa no trabalho, ela pode acabar desenvolvendo uma forte compulsão em gastar bastante no fim de semana com divertimento e outras formas de lazer... como forma de tentar recuperar o gosto pela liberdade e algum sentido de diversão antes que a semana acabe e a rotina da prisão do trabalho recomece de novo...

Não sei se estou viajando com teorias da conspiração, mas pra mim, este fim de semana fez todo o sentido.
Se você for do tipo que curte baladas, faça as contas de quanto você gasta com entrada e bebidas...
Tenho certeza de que se trata de um valor bastante "salgado" se você for do tipo que curte beber.

Conclusão: a matrix tenta nos explorar de todas as formas, seja através do nosso suor no trabalho, seja financeiramente com lazer no fim de semana.
É preciso estar ciente de como viver de forma saudável, aproveitando a vida ao máximo sem cair nas explorações que ela nos impõe...






Osho - Consciência e Centramento




"Primeiro é preciso entender o que significa consciência.
Você está andando na rua.
Está consciente de muitas coisas - das lojas, das pessoas que passam por você, do tráfego, de tudo.
Está ciente de muitas coisas, menos de uma - você mesmo. 
Você está andando na rua, consciente de muitas coisas e esquecido de si mesmo!
Esta consciência do eu George Gurdjieff chamou de "lembrança de si mesmo".
Ele dizia: "Constantemente, onde quer que você esteja, lembre-se de si mesmo."

Não importa o que esteja fazendo, nunca deixe de fazer outra coisa interiormente: ficar consciente do que estiver fazendo.
Você está comendo - fique consciente de si mesmo.
Está caminhando - fique consciente de si mesmo.
Está ouvindo, está falando - fique consciente de si mesmo.
Quando estiver com raiva - fique consciente de que está com raiva.
Esta lembrança constante de si mesmo cria uma energia sutil, uma energia muito sutil dentro de você.
Você começa a ser um ser cristalizado.

Na maior parte do tempo, você é só um saco vazio!
Nenhuma cristalização, nenhum centro de verdade - só liquidez, só uma combinação ao acaso de muitas coisas sem nenhum centro.
Uma multidão em constante mudança, mas sem ninguém que a comande.
A consciência é o que faz de você o comandante do navio - e quando digo comandante não quero dizer alguém que detenha o comando.
Quero dizer uma presença - uma presença contínua.
Sempre que estiver fazendo alguma coisa, ou não estiver fazendo nada, uma coisa tem que ser constante na sua consciência: que você é.

O simples sentimento de si mesmo, e de que esse si mesmo é, cria um centro - um centro de calma, um centro de silêncio, um centro de comando interior. 
Trata-se de um poder interior.
E quando digo "poder interior" quero dizer literalmente isso.
É por isso que Buda fala do "fogo da consciência" - ela é um fogo.
Se começar a ficar consciente, você começará a sentir uma energia nova em você, um fogo, uma vida nova.
E por causa dessa vida nova, desse poder, dessa energia, muitas coisas que dominavam você se dissipam.
Você não tem de lutar contra elas..."


Fonte: Osho - Consciência, A Chave Para Viver em Equilíbrio (livro)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Isto É Gestalt II



Fonte: John O. Stevens - Isto é Gestalt (livro)

"O objetivo deste livro é mostrar como se pode aumentar o contato com a realidade interior e exterior, e diminuir a preocupação com a atividade de fantasia que impede seu contato com a experiência. 
Fantasia pode ser útil, mas só se for assumida com consciência, e integrada na experienciação da realidade no presente.

Por exemplo: durante vários meses um estudante gastou muito tempo imaginando que ia pedir uma garota em namoro. Em preocupação infrutífera com a fantasia provocou o desperdício de boa parte de sua vida. 
Se ele tivesse realmente usado a fantasia, poderia ter percebido que, embora inútil como fantasia, pedi-la em namoro poderia ser útil na realidade. 
Se ele realmente a pede em namoro, ou ela diz que sim e prosseguem o relacionamento, ou diz que não e ele pode olhar para outra garota que seja mais receptiva. 
Em ambos os casos a vida continua em vez de estagnar numa fantasia irreal. 
Quem sabe quantas outras garotas disponíveis poderiam ter se aproximado dele, enquanto estava preocupado com sua fantasia?

Naturalmente, se ele a pede em namoro, corre o risco de rejeição, no caso de ela dizer não, ou o risco de uma íntima relação pessoal no caso de ela dizer sim. 
Ele evita se confrontar com a situação e assim esta permanece incompleta. 
É uma típica situação de conflito. 
Sua necessidade num sentido é contrariada por outra necessidade no sentido oposto: seu desejo de estar perto dela é contrariado pelo seu medo de proximidade ou rejeição. 
Entretanto, há uma diferença básica entre estas duas necessidades. 
Seu desejo de estar perto dela é, em parte, reação à presença dela agora, e ele pode, provavelmente, sentir esta reação, claramente no seu próprio corpo. 
Seus temores constituem reação a sua fantasia sobre o futuro e o que imagina que possa ocorrer se disser que gosta dela e a pedir em namoro. 
Sua fantasia do futuro mata sua expressão no presente. 

A solução para este tipo de situação é ele perceber que seus receios são fantasias e em seguida perceber que estas são as fantasias dele: expressam muito mais a respeito dele mesmo do que sobre a garota, e são de responsabilidade toda dele mesmo. 
Por exemplo, se sua fantasia é de rejeição, precisa perceber que é ele próprio que se rejeita, e não a garota. 
Nem dá chance a ela para rejeitá-lo! 
Ele mesmo o faz mas sem perceber. 
Aliena a sua própria rejeição e imagina que a garota vai rejeitá-lo. 
Se puder se tornar realmente consciente desta parte de si mesmo que é rejeitada, identificando-se com ela, poderá se libertar de suas fantasias catastróficas e estará livre para se manifestar. 
Com consciência, suas fantasias podem apoiar a sua vida em vez de paralisá-la."





Intenção Paradoxal





Viktor Frankl - Em Busca de Sentido (livro)

"Ironicamente, da mesma forma que o medo faz acontecer aquilo de que se tem medo, uma intenção forçada torna impossível aquilo que se deseja muito. 
Essa intenção excessiva, ou "hiper-intenção, como eu chamaria, pode ser observada particularmente em casos de neurose sexual. 
Quanto mais o homem procura mostrar sua potência sexual, ou quanto mais a mulher tenta mostrar sua capacidade de experimentar o orgasmo, menos chances de sucesso terão. 
Prazer é e deve permanecer um efeito colateral ou produto secundário; ele será anulado e comprometido à medida que dele se fizer um objetivo em si mesmo.

A logoterapia baseia sua técnica denominada "intenção paradoxal" no fato duplo de que o medo produz aquilo de que temos medo e de que a intenção excessiva impossibilita o que desejamos. 
Nessa abordagem, o paciente que sofre de fobia é convidado a intencionar precisamente aquilo que teme, mesmo que apenas por um momento.

Vou lembrar um caso. 
Um jovem médico me consultou por causa de seu medo de transpirar. 
Sempre que ele esperava uma emissão de suor, essa ansiedade antecipatória já era suficiente para precipitar a transpiração excessiva. 
Com a finalidade de romper esse círculo vicioso, aconselhei o paciente a que, quando voltasse essa transpiração, deliberadamente mostrasse às pessoas o quanto ele conseguia suar. 
Uma semana depois, ele voltou, relatando que, sempre que encontrava alguém que nele provocava ansiedade antecipatória, dizia para si mesmo: "Antes eu só conseguia suar um litro, mas agora eu vou despejar pelo menos dez litros!" 
O resultado foi que, depois de sofrer dessa fobia durante quatro anos, com uma única sessão ele foi capaz de se libertar da mesma, permanentemente, em questão de uma semana.

O leitor perceberá que esse procedimento consiste numa inversão da atitude do paciente, uma vez que seu temor é substituído por um desejo paradoxal. Através desse tratamento tira-se o vento das velas da ansiedade.
Semelhante procedimento, entretanto, precisa fazer uso da capacidade especificamente humana do autodistanciamento, inerente ao senso de humor. 
Essa capacidade básica da pessoa distanciar-se de si mesma entra em ação sempre que se aplica a técnica logoterápica chamada "intenção paradoxal". Ao mesmo tempo, o paciente é capacitado a se colocar numa posição distanciada de sua própria neurose.
"O neurótico que aprende a rir de si mesmo pode estar a caminho da autodireção, talvez da cura". 
A intenção paradoxal é a validação empírica e aplicação clínica da afirmação de Allport.

A intenção paradoxal também é aplicável em casos de distúrbio do sono. 
O medo de insônia resulta numa hiper-intenção de pegar no sono, o que, por sua vez, incapacita o paciente de conseguí-lo. 
Para superar esse medo em particular, costumo aconselhar o paciente a não tentar dormir, mas antes fazer justamente o contrário, ou seja, ficar acordado o quanto possível. 
Em outras palavras, a hiper-intenção de adormecer, oriunda da ansiedade antecipatória de não conseguir fazê-lo, precisa ser substituída pela intenção paradoxal de não pegar no sono, o que logo será sucedido pelo sono.

Assim que o paciente para de combater suas obsessões, procurando ridicularizá-las, tratando-as com atitude irônica, aplicando a intenção paradoxal, interrompe-se o círculo vicioso. 
O sintoma diminui e acaba atrofiando. 
Nos felizes casos em que não houver um vazio existencial propiciando o sintoma e convidando-o a se instalar, o paciente não só conseguirá ridicularizar seu sintoma neurótico, mas, por fim, conseguirá ignorá-lo completamente."

terça-feira, 23 de junho de 2015

Isto É Gestalt



São por volta das 16h.
Pouca coisa pra fazer no trabalho, sobra-me tempo para escrever algum texto.

Recordo que Sr. Scofield propôs um desafio ao grupo:
Pegar um livro, uma revista, um e-book ou o que seja, abrir aleatoriamente em alguma página, ler o que estiver nela e então produzir um texto reflexivo no estilo "Flow"....
Desafio aceito!

O livro que tenho em mãos hoje é Isto É Gestalt, publicado por John O. Stevens.
Trata-se de uma coletânea de artigos sobre Gestalt-Terapia, escritos pelo próprio Frederik Perls e outros teóricos da área.

Ainda não cheguei a página 100, mas para cumprir com o desafio, abri o livro em uma página aleatória que foi a... 196.
Trata-se do capítulo Totalidade e Auto-Sustentação, escrito por Stephen A. Tobin...

Um determinado parágrafo me chama a atenção:

"Um dos passos que a maioria das pessoas tem que dar numa terapia bem sucedida é desistir da esperança".

Uau! Se eu tivesse ouvido isso há alguns anos antes de conhecer o Zen e a Gestalt, teria achado esse comentário simplesmente absurdo, afinal, o que significa desistir da esperança?
Não é através dela que o indivíduo consegue forças para prosseguir?
Vamos entender a ideia de Tobin dentro de seu próprio contexto:

A maioria das pessoas vive num grau de miséria e infelicidade interior tremendas.
Tudo o que elas tem é a esperança de que o futuro será melhor, de que boas coisas irão acontecer e que elas NÃO precisam fazer nada para alcançar isso, não é verdade? Quem não conhece esse tipo de pessoa?
Que acha que Deus vai fazer algum milagre, que sua vida vai ser renovada, mas que ela não precisa fazer nada para que a mudança aconteça?
Eu já conheci várias...

O que Tobin quer dizer é:

"LOOSE YOUR MIND AND BECOME TO YOUR SENSES -
PERCA SUA MENTE E TORNE-SE OS SEUS SENTIDOS"

Isso significa deixar as fantasias de lado, pensamentos sobre o futuro, esperanças de que coisas melhores virão em detrimento de viver o presente.
Esta é, de fato, uma ideia totalmente radical para uma pessoa comum.
Ela está tão acostumada a viver no futuro... deixar a felicidade para alguma oportunidade mais à frente... para quando estiver de férias, para quando terminar a faculdade, vier a aposentadoria, quando as crianças crescerem... sempre pensando que a felicidade virá em alguma oportunidade futura como uma luz no fim do túnel...

Mas isso não vai acontecer. A pessoa de hoje será basicamente a mesma de amanhã e a mesma daqui há 10 anos se ela não fizer mudanças psicológicas para tornar-se aquilo que ela pode se tornar.

E outra: torna-se os sentidos requer rebeldia.
Requer abrir mão das velhas crenças e pensamentos antiquados que existem na mente para viver no agora, ouvindo, vendo e vivenciando tudo o que puder ser ouvido, visto e vivenciado no presente.
Requer um tipo de "responsabilidade", uma habilidade de responder de forma inteligente e realmente viva... intuitiva e exatamente por isso, imprevisível...

É difícil encontrar alguém assim.
Alguém disposto a abrir mão da própria mente para viver de acordo com os seus próprios sentidos e sentimentos, de momento em momento, capaz de responder de acordo com as necessidades que a situação lhe propôr...

A ideia é essa.
Espero que minha parte do desafio tenha sido cumprida.
Deixo ao Sr. Scofield tomar a decisão se cumpri ou não...
Hehe

Até a próxima...